Falso progresso no Pantanal

As míticas pontes da Transpantaneira rendem um capítulo à parte na história de absurdos da história do Brasil. No Pantanal Norte, em Mato Grosso, as antigas estruturas de madeira foram substituídas por modernas pontes no trecho entre Poconé e Pixaim. Mas não pense que a chegada de concreto, ferragens e vigas de aço são uma boa notícia. Na verdade, as novas pontes são um falso progresso no Pantanal. Isso porque as obras foram interrompidas antes que a cabeceira das pontes fosse construída e os motoristas agora são obrigados a trafegar por desvios às margens da estrada. Os transtornos seriam mínimos caso não estivéssemos falando de uma área alagadiça. Com a chegada das chuvas, essas rotas alternativas são constantemente interditadas e nem caminhões e veículos 4×4 conseguem trafegar, deixando comunidades isoladas, estudantes sem acesso à escola e hotéis com amargos prejuízos sem os turistas.

No Pantanal Sul, o absurdo salta aos olhos na Estrada Parque, nas imediações de Passo do Lontra, em Corumbá (MS). Ali, a madeira das pontes recebeu uma generosa camada de óleo queimado para que tivessem a durabilidade aumentada. Mas, com as chuvas, esse óleo contamina os famosos charcos do Pantanal e as manchas pretas roubam a cena em meio a aguapés e lagoas. Outro problema é a frequente ocorrência de derrapagem nas pontes, já que o óleo nas tábuas compromete a aderência dos pneus.

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2 comentários sobre “Falso progresso no Pantanal

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