Castores: engenheiros na Patagônia

O homem é realmente um bicho muito prepotente! Se gaba por construir prédios, represas e alterar todo o ecossistema ao seu redor, como se fosse o único ser da natureza capaz dessas façanhas.

Pois saiba que um castor, com dois dentes gigantes e uma inteligência de dar inveja, faz tudo isso e muito mais! Na Patagônia, esses roedores, que parecem ter saído das páginas de uma história em quadrinhos, são conhecidos por seu potencial devastador de cortar árvores, destruindo florestas inteiras, e construir barragens que, ao se romperem, provocam graves inundações.

Vamos à história: em 1946, cerca de 20 casais de castores foram trazidos do Canadá para essas remotas terras da Argentina para tentar fomentar a indústria de peles por aqui. Só que o projeto fracassou e os roedores se transformaram na maior praga que hoje ameaça a Patagônia. Sem predadores naturais, a população de castores na Ilha da Terra do Fogo já ultrapassa os 150 mil animais – número maior que o de seres humanos (135 mil).

Os governos da Argentina e do Chile já assinaram vários acordos de erradicação dos castores, investiram milhares de dólares na exterminação dos animais e liberaram projetos de caça esportiva dos bichinhos. Mas nada disso ainda foi suficiente para controlar o avanço desses habilidosos engenheiros!

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2 comentários sobre “Castores: engenheiros na Patagônia

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