Clos de Chacras

A poeira encobre um antigo rádio, a mobília e um livro de anotações do italiano Bautista Gargantini, datado de 1921. Nas páginas amareladas, o registro de um tempo em que a “Bodegas y Viñedos Gargantini” fabricava 80 mil garrafas de vinho por ano e toda a produção era levada de trem para ser engarrafada em Buenos Aires. O foco da empresa à época era a quantidade e não foi à toa que os Gargantini ficaram conhecidos como donos de um dos maiores complexos vitivinícolas das Américas.

Mas os tempos da quantidade ficaram para trás. Na década de 1970, a Argentina foi assolada por uma crise no mercado de vinhos, a bodega caiu no abandono e toda a produção foi interrompida. Até que em 1987, Sílvia, a neta de Gargantini, arrematou o antigo edifício em um leilão e decidiu reescrever essa história, desta vez com foco absoluto na qualidade. Agora batizada de Clos de Chacras, a vinícola produz 1% do que gerava na década de 1920, mas encanta consumidores e visitantes com a excelência e a elegância dos vinhos de alta gama.

O passeio pela vinícola é uma viagem no tempo. O simpático Nicolás Hartung nos dá uma aula de história enquanto caminha por entre antigos tanques de cimento – hoje revestidos de epóxi – usados para a fermentação do vinho e pela charmosa adega, construída no espaço antes usado para armazenar o vinho que seria transportado a Buenos Aires para o engarrafamento.

Casa Nomade,Motorhome.

E depois da visita, vem a melhor hora! Degustar os deliciosos vinhos Clos de Chacras harmonizados com os sabores e delícias que saem da cozinha comandada pelo chef Santiago Lopez. De entrada, nós provamos empanadas de matambre servida com Cavas de Crianza Cabernet Sauvignon 2014 e pastéis de carne (feito com carne cortada a canivete) com Eredità Cabernet Sauvignon 2014. O prato principal foi um incrível filé grelhado com cenouras, cogumelos, vagem verde e purê de batatas, servido com Eredità Malbec 2014. A sobremesa (divina!) foi Nemesis de Chocolate com um sorvete cremoso de malbec e uma mousse de chocolate com nozes e compota de laranjas, tudo servido com um suave espumante.

Na entrada da vinícola, está estampada a frase de Fernando Olaverri: “O vinho é a única obra de arte que se pode beber”. E depois de experimentar os pratos do chef Santiago Lopez, podemos dizer que “a carne argentina é a única obra de arte que se pode comer”! Huuummmm….

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