Rumo à América Central

Rumo à América Central! Hora de embarcar A Casa Nômade em um navio para encarar a próxima etapa da nossa expedição. Mas a pergunta que não quer calar é: por que não ir de carro? Simplesmente porque há um “buraco” na Rodovia Panamericana. Dos quase 20 mil quilômetros que ligam os extremos da América, de Ushuaia ao Alasca, faltam apenas 93 quilômetros de estrada. Este gargalo, que separa a Colômbia do Panamá, chama-se Estreito de Dárien, um pântano com enorme biodiversidade e tombado pela Unesco.

Dizem que a construção de uma estrada neste trecho seria inviável pelos altos custos e pelo impacto ambiental. Mas, na verdade, há explicações mais nebulosas para não haver uma ligação entre as Américas do Sul e Central. Durante muitas décadas, o Estreito de Dárien foi território das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e há registros de sequestros, assassinatos e violação de direitos humanos por lá. O caso mais recente aconteceu no ano 2.000, quando dois viajantes britânicos foram sequestrados e mantidos em cativeiro por nove meses na selva. Também reza a lenda que os Estados Unidos boicotam a construção deste pequeno trecho de estrada para tentar dificultar o tráfico de cocaína entre a Colômbia e cidades norte-americanas.

Não sabemos o que é verdade ou mentira, ficção ou realidade. Só sabemos que, para seguir viagem rumo à América Central, fomos obrigados a despachar A Casa Nômade de navio. Essa brincadeira nos custou uma semana de trabalho e burocracia nos portos de Cartagena (Colômbia) e Cólon (Panamá) e 3.150 dólares, sendo 2.400 dólares de frete para a empresa Seaboard, 250 dólares de taxas portuárias e 500 dólares de passagens aéreas e hospedagem.

Mas, como sempre acontece em nossas vidas, alguns anjos da guarda apareceram e tornaram essa travessia bem menos difícil e tensa. Os primeiros anjos são os viajantes André e Ane Fontes, do projeto Vem Conosco Viajar, que fizeram um didático passo a passo sobre o despacho do carro. Com o manual deles em mãos, fizemos tudo sozinhos, sem precisar sequer contratar um despachante. E a parte tensa (saber se o navio já havia zarpado e por onde andava o nosso motorhome) foi resolvida com o mysimtravel, que nos permitiu instalar um chip com geolocalização no carro e, assim, acompanhar todo o deslocamento. Portanto, é com muita gratidão e alegria que chegamos na América Central para mais uma etapa da viagem. Obrigada, de coração, aos amigos do Vem Conosco Viajar, do mysimtravel e a todos que mandaram boas energias.

Clique aqui para assistir ao vídeo sobre a nossa travessia para a América Central e ouça os nossos relatos sobre esta aventura na coluna A Casa Nômade na CBN.

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