Sete Maravilhas do Mundo

Detestamos metas! De-tes-ta-mos! Mas o mundo dos viajantes é cheio delas e, vira-e-mexe, caímos na armadilha de aceitar um novo desafio. Visitar os 26 estados brasileiros e o Distrito Federal, percorrendo o Brasil do Oiapoque ao Chuí. Conhecer mais de 60 países e colocar um pé nos cinco continentes. Fazer a viagem de trem mais longa do planeta, em sete dias a bordo do Transiberiano, para ir de Moscou a Pequim. Assistir ao desprendimento de icebergs e entrar em uma caverna de gelo, dentro de um glaciar. Encher de carimbos todas as folhas do passaporte, até esgotá-lo e ter que fazer um novo bem longe de casa. E conhecer de perto todas as Maravilhas do Mundo, o que quer dizer Pirâmides de Egito (a única Maravilha do Mundo Antigo ainda existente) e as 7 Maravilhas do Mundo Moderno: Chichén Itzá (México), Taj Mahal (Índia), Coliseu (Itália), Petra (Jordânia), Machu Picchu (Peru), Grande Muralha (China) e o Cristo Redentor (Brasil).

Há poucos dias, visitamos Chichén Itzá, a única das aventuras acima que ainda faltava no nosso currículo. Gigantescas pirâmides maias, ruínas de um tempo de soberania dos índios, mistérios do calendário astronômico, cenários de rituais sagrados e vestígios de sacrifícios humanos. Tudo tão remoto, tão distante e, ao mesmo tempo, ali ao alcance dos nossos olhos. Por alguns minutos, voltamos ao passado para tentar compreender a grandeza daquele patrimônio. E depois de aterrissar outra vez no presente, vimos que aquele cartão-postal era capaz de mudar algo dentro de nós. Enxergamos que, realmente, não passamos de um grãozinho de areia neste universo. E que é preciso sentir-se pequeno e encher-se de humildade para reconhecer a beleza ímpar de cada lugar.

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Agora, estamos aqui, revivendo esse turbilhão de sentimentos e pensando em metas… Pobres metas! Talvez elas sejam o combustível para explorarmos novas fronteiras, quiçá uma chance de espantar a rotina para bem longe. Ou, antes de tudo, um convite para sair da zona de conforto e nos abrirmos para o novo, o diferente. Sei lá! A única certeza é de que a cada novo destino, as metas e os desafios se tornam insignificantes. Alegria não se mede em números, mas em sorrisos e descobertas. E paira no ar a leve constatação de que viajar é levar a alma para passear.

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